Dragon Dreaming

Este post foi retirado de um artigo do Medium escrito por Alexandre Bretas. Esta é uma das tecnologias que mais me fascinam e provavelmente uma das que mais estudo. Dragon Dreaming oferece um universo de ferramentas para captar a inteligência de um grupo e operar no seu máximo potencial.
Fonte: Os Guardiões da Terra.

Projetos criativos, colaborativos e sustentáveis… são possíveis?

O Dragon Dreaming é um conjunto de princípios e processos estruturados num sistema cujo objetivo é a realização de projetos coletivos. Partindo de uma metodologia pautada em quatro passos principais — Sonhar, Planejar, Realizar e Celebrar — , o Dragon Dreaming vem inspirando a criação de comunidades de prática em diferentes locais do mundo, inclusive várias no Brasil.

Por quê?

A comunidade do Dragon Dreaming partilha da crença de que estamos imersos na Grande Virada. Mais especificamente, na terceira Grande Virada. A primeira ocorreu há 10 mil anos, quando paramos de caçar e coletar e começamos a morar em fazendas e cidades. A segunda veio com a exploração européia na África e no continente americano. A terceira está acontecendo agora e é muito mais curta que as anteriores: durará de 10 a 15 anos, segundo John Croft, o criador do Dragon Dreaming.

Nesse sentido, uma rede global de treinadores e facilitadores de Dragon Dreaming começou a se formar com o propósito de sustentar o nascimento de mais projetos que contribuam para a terceira Grande Virada, cuja tônica é a da sustentabilidade (em sentido amplo, não somente ambiental).

Três princípios orientam as práticas de Dragon Dreaming em todo o mundo, os mesmos da Fundação Gaia da Austrália Ocidental, da qual Croft é co-fundador. Para que um projeto seja considerado uma iniciativa Gaia, ele deve:

  • Gerar crescimento pessoal, com base na crença de que toda transformação inicia-se a partir de um único indivíduo. Toda pessoa centrada em seus valores e princípios pode potencializar mudanças positivas em seu entorno.
  • Gerar senso de comunidade, a partir da premissa de que uma comunidade de indivíduos empoderados e unidos é a forma mais poderosa de transformação do mundo.
  • Servir à Terra, partindo do pressuposto de que o planeta é um organismo vivo que pulsa como uma grande teia. Por isso, é preciso haver mais projetos que reconheçam e valorizem todos os seres vivos da Terra.

Como?

De acordo com o site oficial do Dragon Dreaming, a metodologia possui ao todo 120 processos. Como se trata de uma rede, é natural que esses processos estejam em constante evolução. A estrutura metodológica pode ser sumarizada nos seguintes pontos:

– A estruturação da busca individual por teorias que embasem o sonho;
– O fortalecimento da confiança individual na busca por congregar outras pessoas ao sonho;
– A transformação do sonho individual em um sonho coletivo;
– A interação com o mundo através da prática;
– A sábia elaboração das respostas do mundo;
– O fortalecimento do projeto e dos indivíduos envolvidos

As aplicações do Dragon Dreaming são muito diversas. Dentre elas, destacam-se o desenho e o planejamento colaborativo, o engajamento coletivo na realização de projetos e a organização de reuniões mais efetivas.

Cada uma das etapas da metodologia — Sonhar, Planejar, Realizar e Celebrar — pode ser considerada um fractal de todo o processo, ou seja, todas as fases podem também compor uma única etapa.

O Sonhar começa quando alguém compartilha sua visão de futuro com outras pessoas. Em seguida, há uma “coleta de sonhos” coletiva em que todos que querem participar do projeto também explicitam seus sonhos. Isso é muito importante para que a visão inicial deixe de ser individual e passe a contar com o engajamento genuíno do grupo. Uma pergunta que costuma ser feita neste momento é:

“O que este sonho precisa ter para que seja 100% seu?”

Ao tornar o sonho coletivo, inicia-se a etapa Planejar. O primeiro passo é criar de um a três objetivos de realização que podem ser bons referenciais para a concretização do sonho. Em seguida, utiliza-se um instrumento chamado Karabirrdt para definir tarefas e distribuí-las nas quatro etapas do projeto. Essa ferramenta funciona como um mapa da jornada para o time.

Após o grupo concluir o Karabirrdt começa a fase Realizar, que consiste em fazer acontecer e monitorar o progresso do projeto. Por fim, o Celebrar tem a ver com incorporar as experiências e os aprendizados vividos e agradecer ao time pela trajetória percorrida.

O Dragon Dreaming foi inspirado na cultura aborígene australiana e resgata duas dimensões que têm se tornado obscuras na civilização ocidental: o Sonho e a Celebração. Todo o sistema é muito mais complexo e robusto do que o que foi descrito aqui, razão pela qual o treinamento e aprimoramento em Dragon Dreaming acontece por meio dos cursos e vivências proporcionadas por facilitadores certificados e da prática reiterada.

As escolas têm muito a se beneficiar aprendendo o Dragon Dreaming, assim como quaisquer outros indivíduos e coletivos que desejam de fato se transformar e realizar seus sonhos. No site oficial é possível saber sobre cursos e treinamentos, assim como no grupo Dragon Dreaming Brasil no Facebook.

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